aquecimento global planeta terraO aquecimento global é o aumento da temperatura média da Terra. A expressão foi utilizada pela primeira pelo americano Wallace Broecker, um geoquímico que o citou em seu artigo "Climatic Change: Are We on the Brink of a Pronunced Global Warning?" (Mudança Climática: estamos à beira de um aquecimento global pronunciado?), em 1975.

As principais evidências são as temperaturas medidas nos últimos anos, e os maiores aumentos foram de 1910 a 1945, e de 1976 a 2000. Parte das catástrofes que presenciamos hoje, são resultado do aquecimento global.

Ainda não se sabe exatamente quais as principais causas do aquecimento global, mas todas as pesquisas e evidências mostram que a ação humana é a maior responsável por esse fenômeno. O aumento do efeito estufa tem uma imensa participação, pois quanto maior a concentração de gases estufa, mais alta a temperatura.

Tudo que se estuda em torno das mudanças climáticas é com base no IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), um órgão que possui delegações de 130 governos para fazer avaliações regulares sobre a mudança climática.

Esse órgão nasceu a partir da percepção de que atividades humanas estariam influenciando na temperatura global. Segundo o IPCC (dados de 2007), no final do século, a temperatura do Planeta Terra deve aumentar entre 1,8ºC a 4ºC, aumentando também o nível dos oceanos entre 18 cm e 58 cm. Com relação ao aquecimento global no Brasil, estima-se que 10% a 25% da Floresta Amazônica pode desaparecer até 2080, cerca de 75% das fontes de água da Região Nordeste desaparecerá e os manguezais serão afetados pela elevação do nível de água, além de todas as outras consequências.

Mudanças Climáticas

O aquecimento global é resultado da soma das ações do passado e do presente. A médio prazo, não existe uma alternativa de substituição energética para substituir os combustíveis fósseis. Para diminuir as emissões de CO², seria necessário fazer grandes intervenções, que são praticamente impossíveis de serem executadas de uma hora para outra.

Segundo estudos em regiões desérticas e tropicais, o ser humano consegue conviver constantemente até uma temperatura de 45 graus. Isso não significa que a vida com essa temperatura seria agradável, mas apenas tolerante.

Acredita-se que a onda de calor que matou mais de 30000 pessoas na Europa durante o verão de 2003 seja apenas um reflexo do que estar por vir se medidas não forem tomadas. Se ondas de calor como essa se tornarem frequentes, crianças, idosos e pessoas que não têm alternativa de proteção contra o calor serão a maioria das vítimas, e os números de óbitos decorrentes desse tipo de efeito serão ainda maiores.

Os cientistas acreditam que as geleiras não derreterão totalmente, mas que até 2060, parte delas, como as suíças, estarão extintas, o que levaria ao aumento brusco do nível do mar.

No Brasil, a maior consequência seria a mudança de boa parte da Amazônia, que pode se tornar uma espécie de cerrado ou savana até o ano de 2050. A temperatura nessa região, poderá subir até 3 graus, ou seja, a temperatura média que hoje é de 25º passaria para 29º, o que levaria também várias pessoas a deixar o sertão e migrarem para regiões de clima mais ameno.

Outra mudança seria no nível do mar, que poderá subir nas cidades litorâneas, como Salvador e Rio de Janeiro, por exemplo, e que acabariam fazendo com que as pessoas que moram próximas as praias se locomovessem para outros lugares.

As chuvas podem se tornar mais intensas e o número de noites quentes e de ondas de calor também podem aumentar bastante, contrastando com invernos mais rigorosos, ou seja, as temperaturas podem variar de forma extrema, ou muito calor, ou muito frio. As regiões úmidas poderão sofrer ainda mais com as enchentes e as regiões quentes com secas mais severas.

A extinção de animais também aumentará, podendo superar até os maiores causadores como a caça predatória e a fragmentação de habitats naturais.

Na realidade, o Brasil já tem sentido na “pele” algumas das consequências do aquecimento global, como enchentes que impactam milhares de pessoas, reservatórios que secam, o racionamento de água implantado pelo governo de alguns Estados, dentre outros.

Os prováveis impactos do aquecimento global no Brasil no ano de 2100 podem ser listados pelas regiões. Todos os efeitos são previsões científicas.

Efeitos do Aquecimento no Brasil

Na região norte, por exemplo, a temperatura sofrerá um aumento significativo e a seca se intensificará. O clima ficará semelhante ao do cerrado, ocorrendo savanização da amazônia.

Na região nordeste, a temperatura também será elevada, além de aumento da seca, causando desertificação e a água ficará mais escassa. Cidades litorâneas serão prejudicadas pelo aumento do nível do mar.

O sudeste também ficará mais quente e as chuvas ficaram mais intensas. A produção de café será prejudicada (o cultivo do grão seria afetado pelas altas temperaturas e falta de recursos hídricos).

No sul, além de elevação da temperatura, chuvas e temporais ficarão mais intensos. Há também previsão de ciclones.

No centro-oeste, o cultivo de soja seria prejudicado pelo aumento das temperaturas.

Consequências do Aquecimento Global

Toda essa emissão de gases prejudiciais aumenta a temperatura e influencia no nível dos oceanos provocando o desaparecimento das ilhas. Isso é consequência do derretimento das calotas polares (degelo) e das camadas de gelo das montanhas.

No futuro, cidades litorâneas correm o risco de ficarem submersas. Entre as consequências estão as mudanças climáticas: desequilíbrio em ecossistemas, extinção de espécies, assim como a mudança de habitat forçadamente, o surgimento e crescimento de desertos, e ondas de calor.

Com o maior volume de evaporação das águas, a Terra fica mais vulnerável à catástrofes climáticas como furacões, tufões, ciclones, tsunamis, etc., colocando em risco a vida das pessoas.

A alteração do clima também influencia fortemente na produção agrícola, na desaceleração da circulação termoalina*, propagação de doenças gravíssimas como a malária e a dengue, redução da camada de ozônio, entre outros impactos.

*termoalina: circulação da água do mar.

Além de todos os problemas relatados acima, a produção desses gases causa também a chuva ácida (chuva que tem nível de acidez 100 vezes maior do que o normal e é formada pela junção de todos os gases poluentes) que provoca alteração química dos solos, destruição de plantações e árvores, erosão de blocos rochosos, deterioração de edifícios, problemas de saúde, lagos muito acidificados, etc.

A Farsa do Aquecimento Global

Alguns teóricos apontam que a ideia de aquecimento global é uma farsa. Ricardo Augusto Felício, doutor em climatologia da Universidade de São Paulo (USP), elaborou uma tese afirmando que todo o cataclisma veiculado não passa de uma grande mentira com fins econômicos e políticos.

O cientista reforça que o aquecimento global está relacionado a um conceito físico que não existe e que o CO2 não é o maior contribuinte do aquecimento global. Outra teoria infundada, segundo Felício, é a do derretimento das calotas polares. De 160 mil geleiras existentes no Planeta Terra, somente 50 são mapeadas para se chegar a conclusão de que todas estão derretendo - até porque, isso seria parte de um fenômeno normal interglacial na qual estamos atravessando.

Cientistas russos como Rauf Galiulin e Vladimir Bashkin afirmam que o planeta entrará em uma nova era glacial e que o aquecimento global não passa de uma conspiração, criada para desacelerar o consumo de gás natural, carvão e petróleo. A intenção seria controlar o preço de mercado desses três combustíveis.

Será que é Tarde para Salvar o Planeta?

Rio PoluídoMedo é uma palavra que vem à mente, quando o assunto são as catástrofes eminentes, geradas pelo aquecimento global. Arrependimento também é outro sentimento despertado quando refletimos sobre o que poderia ser evitado, se a política de conscientização da conservação do meio do ambiente tivesse sido levada mais a sério.

Escassez de comida, água, aumento do número de desastres ambientais, como enchentes, secas extremas, desertificações, ciclones, tsunamis, dentre outros, colocam em risco a sobrevivência no planeta.

Segundo cientistas renomados, relatórios da ONU e o IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), a Terra se encontra em um estágio alarmante e irreversível. A previsão é que a população sofrerá uma redução drástica e só sobreviverá quem souber se adaptar ao que está por vir.

E a pergunta que nos cabe fazer: quais medidas adotar para reduzir ou amenizar as consequências do inevitável?

A atividade humana é uma das principais causas do efeito estufa, que consequentemente gera o aquecimento da Terra. Destacam-se o desmatamento, utilização de termelétricas, atividade industrial, refinarias, agricultura e pecuária, utilização de combustíveis fósseis e decomposição do lixo. Se todas essas práticas são inerentes à evolução humana, fica a pergunta: como evoluir, sem destruir?

O consumismo desenfreado é um tópico que direta ou indiretamente influencia no equilíbrio climático da Terra. Exemplo simples: A matéria prima utilizada na fabricação de um carro, por exemplo, é retirada da natureza, da mesma maneira que seu combustível.

Atualmente, uma família de classe média usufrui de dois automóveis na garagem e sempre se desloca para o trabalho/escola/lazer motorizada. Naturalmente, a queima do combustível gera poluição que, por sua vez, gera o efeito estufa e, enfim, afeta o equilíbrio da temperatura no planeta.

Antigamente, não havia “obrigatoriedade” em se dispor de um carro para se locomover, quanto mais dois. Mas a comodidade e o conforto foram considerados prioridades e a utilização de meios de transporte alternativos, como coletivos e bicicletas, foram deixados de lado - e a consciência ambiental também. Afinal, quem se lembra de ir a pé à padaria da esquina para poupar o meio ambiente e até para praticar uma boa caminhada? Quase ninguém. E é exatamente aí que se encontra o erro: em nossas pequenas atitudes.

É muito mais cômodo apontarmos as grandes indústrias como as responsáveis pelo aquecimento global; mas, quem é o consumidor dos produtos industrializados? E que, por vezes, consome de maneira exagerada, sem necessidade, e nem se dá conta disso. Não se dá conta que sustenta os bolsos de um pequeno grupo de líderes, privilegia seu próprio “bem-estar” e prejudica toda a população, mesmo que inconscientemente.

Certamente, empresários aumentam a produção de acordo com a demanda. Se a demanda é alta, as engrenagens da indústria trabalharão na mesma proporção.

Quem se preocupa em reciclar garrafa pet, aquele plástico que serviu de recipiente para o refrigerante do jantar? Não necessariamente reciclar, mas apenas dar a destinação correta a mesma? Será que pesquisamos se determinada empresa de fabricação de papel, por exemplo, adota políticas sustentáveis, como o reflorestamento?

Quem se lembra de desligar os aparelhos eletrodomésticos da tomada, no modo “stand by”, quando não está fazendo uso dos mesmos? Lembre-se que essa energia, consumida de maneira inadequada, não é reposta. As termelétricas não param de gerar essa energia, muito menos se “dão conta” que tal residência gasta desnecessariamente.

Essas são simples atitudes que poderiam ter feito a diferença ou ainda podem amenizar os desastres previstos pelos cientistas. Por que esgotar as riquezas naturais que o planeta nos oferece em abundância?

Qual será nossa herança aos nossos filhos e netos? Esse é um momento propício para questionamentos e de revermos nossos atos.

Como Combater o Aquecimento Global?

Planeta Terra ClipartMuitas pessoas acreditam que o problema do aquecimento global não deve ser levado a sério e que o planeta não precisa da ajuda humana para evitar um colapso.

É claro que existem outros milhares de problemas graves a serem resolvidos que dizem respeito à humanidade, como a fome, a falta de moradia, as doenças, que matam muitos hoje em dia. Mas, imagine se não tivermos um lugar propício para viver e enfrentar esses problemas? O aquecimento global é um problema de longo prazo, que não precisa de medidas tão complicadas para ser resolvido. Não podemos nos dar ao luxo de ignorar esse problema e fingir que nada está acontecendo, porque está.

Tudo que fizermos agora, ou o que não fizermos, terá resultado em algumas décadas, talvez não sobreviveremos para presenciar esses efeitos, mas nossos filhos, netos e bisnetos presenciarão, e sofrerão com tudo isso.

O buraco na camada de ozônio, por exemplo, será um problema resolvido daqui a alguns anos, com a ajuda da tecnologia e de empreendimentos humanos.

Já o aquecimento global é um problema mais complexo, mesmo se pararmos de emitir os gases responsáveis pelo efeito estufa, o planeta ainda demorará séculos para voltar ao normal, já que em algumas regiões os estragos já são grandes, como no gelo ártico, que em 2050 poderá desaparecer completamente.

A questão é que não podemos mais esperar para tomar as medidas de resolução do problema do aquecimento global.

Sem uma resolução certa, o máximo que podemos fazer é diminuir o ritmo desse efeito. Caso a população mundial não diminua as emissões de gases entre 60% e 70% até 2050, no final do século, a temperatura poderá subir apenas 2 e 2,5 graus, diferente do que é esperado se continuarmos com a emissão desenfreada, que geraria um aumento de até 5 graus nesse mesmo período.

Em relação à diminuição da emissão de CO2, o que importa no cálculo é a concentração 'líquida' do poluente, ou seja, a diferença entre o que é absorvido pela Terra e o que é emitido pelo homem. Uma boa solução para isso, seria, além de diminuir essa emissão, trabalhar no 'sequestro' desse carbono, que são maneiras de captar o poluente e evitar a absorção dele pela Terra. O aumento de áreas de florestas e a armazenagem de gás carbônico no subsolo, que é uma tecnologia ainda em estudo (em 2013, cientistas concluem que injeção de CO² no subsolo de algumas regiões, pode ter relação com terremotos recorrentes), são algumas das maneiras de camuflar a emissão de CO2.

Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC)

Por meio da Lei nº 12.187/2009, o Brasil instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). O PNCM é o compromisso nacional voluntário com o objetivo de adotar ações que visam reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs), em relação às emissões projetadas até 2020. Estimativas anuais de emissões de gases estufa no Brasil são elaboradas para facilitar o entendimento de segmentos interessados da sociedade. O órgão responsável pela elaboração é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT) e as estimativas e outros projetos podem ser acessados em seu site.

Baixo Carbono e a Copa do Mundo

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou uma Chamada Pública no intuito de receber doações de créditos de empresas, para a Compensação de Emissões de GEEs do Campeonato Mundial de Futebol 2014. Essas transações não envolvem dinheiro, mas sim o comprometimento dos países em cancelar as RCEs (Reduções Certificadas de Emissões), para compensar o evento. As empresas doadoras receberão o Selo Sustentabilidade - Baixo Carbono e seus nomes serão veinculados aos relatórios do MMA.

Greenpeace no Brasil 

O Greenpeace existe no Brasil desde a primeira conferência ambiental da História, conhecida como Eco-92. Seus integrantes defenderam e defendem diversas causas como: uma ação contra a usina nuclear de Angra, proibição da importação do lixo tóxico, campanhas contra o uso dos gases CFC e de transgênicos, proteção da floresta amazônica, dentre outros.

Em relação ao efeito estufa e aquecimento global, os ativistas do greenpeace trabalham em prol da redução das emissões de GEEs. A entidade pressiona o governo a adotar e a incentivar a produção de energia limpa (energia solar, eólica, etc.).

As quatro principais soluções citadas pelo Greenpeace para o aquecimento global são:

  • investir em política energética inteligente, ou seja, as renováveis - as indústrias automobilística, por exemplo, devem parar de fabricar carros com tecnologia antiga, que consomem combustíveis fósseis;
  • incentivar a produção de novas energias;
  • zerar o desmatamento no mundo;
  • conservar os oceanos.

Medidas para reduzir o Aquecimento Global

Não basta esperar acordos internacionais, é preciso que os governos, donos de indústrias, engenheiros e milhares de pessoas contribuam para o bem do Planeta Terra, promovam iniciativas e medidas para que essa situação se inverta. Mas além de tudo isso, é importante que cada um tome atitudes corretas no dia-a-dia. Veja as mais importantes:

1) Economia de Água

- Pode-se reutilizá-la na lavagem da calçada ou carro, por exemplo;

- Prefira o banho de chuveiro ao de banheira;

- Feche a torneira quando estiver escovando os dentes ou se ensaboando no banho.

2) Reciclagem

- Colabore com a reciclagem e faça coleta seletiva de lixo;

- faça reciclagem do óleo utilizado na cozinha. Evite o uso exagerado de papel;

- Transforme seu lixo orgânico em adubo;

- Sobre embalagens, ao comprar, prefira o refil;

- Minimize o uso de sacolas plásticas. Prefira pagar mais por um produto que é ecologicamente correto. Utilize Eco Bags (Sacolas Ecológicas) e compre produtos que sejam feitos com embalagens recicláveis.

3) Poluição

- Regule os automóveis para evitar a queima desregulada de combustíveis. Se possível, deixe o automóvel em casa e utilize o transporte coletivo ou bicicletas. Prefira sempre a energia limpa!

4) Economia de Energia

- Troque lâmpadas convencionais por fluorescentes;

- Evite tomar banhos prolongados, principalmente se a água for aquecida;

- Utilize por mais tempo a luz natural. Não deixe as lâmpadas acesas sem necessidade, não demorar no banho etc;

- Evite água quente no lava louças;

- Regule o ar condicionado em temperatura adequada, limpe frequentemente o filtro e feche as janelas quando ele estiver acionado;

- Evite aparelhos domésticos ligados desnecessariamente ou em modo stand by e luzes acesas pela casa;

- Evite abrir a geladeira muitas vezes ao dia e deixá-la próxima ao fogão, por exemplo;

- Máquinas de lavar devem ser utilizadas somente quando houver bastante roupa suja;

- Prefira estender a roupa no varal a utilizar o secador de roupa;

- Diminua o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, carvão, gás natural etc) e aumente o uso de biodiesel e etanol;

5) Desmatamento

 - Não pratique desmatamento ou queimadas. Se possível, plante mais árvores.

É importante que haja contribuição de cada um, sendo um consumidor exigente. Procure sempre produtos e empresas que tenham uma política ambiental correta. Exija dos representantes do bairro, cidade, condomínio, que utilizem boas medidas e sistemas afim de colaborar com a “saúde” do planeta.